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Termo de consentimento para farmacêuticos esteta

O farmacêutico esteta chega ao atendimento com um domínio que as outras categorias não têm: o do produto. Formulação, concentração, veículo, estabilidade e interação são o seu terreno. É também por isso que o documento do farmacêutico precisa registrar o produto com um nível de detalhe que os modelos genéricos não preveem.

O que a norma do seu conselho diz

A atuação do farmacêutico na área estética é reconhecida pelo Conselho Federal de Farmácia, com a Resolução CFF 573/2013 dispondo sobre as atribuições do farmacêutico esteta e definindo os procedimentos abrangidos, complementada por normas posteriores do conselho. Como nas demais categorias da estética, há atribuições revistas ao longo do tempo e pontos disputados entre conselhos. Consulte a norma vigente no CFF e no seu CRF regional antes de incorporar um procedimento ao seu protocolo.

O que muda no seu documento

O diferencial do farmacêutico é o produto, e é ali que o documento dele precisa ser mais completo que o dos outros. Quando há formulação manipulada, o termo deve registrar a composição, a concentração de cada ativo, o veículo e a validade, e não apenas um nome comercial. Quando há produto industrializado, entram marca, lote e registro. Esse detalhamento serve a duas coisas: se houver reação, ele é o que permite identificar o agente e agir; e se houver questionamento sobre a escolha do produto, ele é o que demonstra critério técnico. Some-se a identificação correta, com número do CRF, e a declaração de saúde do cliente voltada às interações e às alergias, que é o tipo de pergunta que o farmacêutico sabe fazer melhor que ninguém e que costuma não estar no papel.

O que o seu termo precisa ter

Perguntas frequentes

Como registrar uma formulação manipulada no termo?

Com a composição, a concentração de cada ativo, o veículo e a validade, e não só um nome de fantasia. Formulação manipulada não tem lote de fabricante a rastrear, então o registro do que foi preparado é a única forma de reconstituir o que a pele recebeu. Se houver reação, é esse detalhamento que permite identificar o ativo envolvido.

O termo precisa listar os riscos do ativo, ou só os do procedimento?

Os dois. O risco do procedimento é comum a quem o realiza; o risco do ativo é específico da sua escolha técnica. Um peeling com determinado ácido em determinada concentração tem risco próprio, e é o que o cliente precisa ter tido a chance de entender. Esse é o nível de detalhe que distingue o documento do farmacêutico.

Preciso registrar o que orientei para uso em casa?

Sim, e registrar como entregue. Boa parte do resultado, e boa parte do risco, acontece fora da cabine: o cliente que não usa proteção solar depois de um peeling produz a mancha que vai reclamar depois. Ter a orientação escrita e o registro de que ela foi entregue muda completamente essa conversa.

Posso usar um modelo genérico de termo de estética?

Como base, e com adaptação. Os modelos genéricos não preveem campo para composição de formulação, concentração de ativo e interação medicamentosa, que é justamente o que distingue o seu atendimento. E os modelos de origem médica trazem campo de CRM e base normativa que não rege a sua atuação. Adapte a identificação, a base legal e o detalhamento de produto.

Procedimentos que você realiza

Outras áreas

Conteúdo informativo, escrito para orientar a organização do seu atendimento. Não é parecer jurídico e não substitui a redação do documento por profissional habilitado. Escopo profissional e exigências sanitárias mudam: confirme sempre na norma vigente do seu conselho e no órgão sanitário da sua cidade.

Proteção jurídica em cada atendimento, sem papel.
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